Torres & Dase Luthiers

Há pessoas que procuram o ateliê
para aprender o ofício.

Responsáveis:
Catarina Torres, Kai Dase

Morada:
Rua da Correnteza, 39 A
1400-077 Lisboa

Telefone:
+351 21 362 09 12

Site:
www.torresdase.com

Facebook:
@AtelierTorresDase

E-mail:
torresdaselisboa@gmail.com

Áreas de Trabalho

Conservação e restauro de instrumentos de corda / Construção de instrumentos de corda / Construtor de violinos / Construtor de violoncelos / Luthier / Reparação e restauro de instrumentos musicais / Reparação e restauro de instrumentos musicais de corda / Restauro

Maquinaria

Serra de fita / Tornos / Lixadeira elétrica / Esmeril / Pedra de afiar

Área

80 m2

Aberta desde

2008
Torres & Dase Luthiers – Fotografias: Mariella Gentile

O Torres & Dase Luthiers é um ateliê especializado no restauro de instrumentos musicais de corda friccionada, do violino ao contrabaixo.

O Torres & Dase Luthiers é um ateliê especializado no restauro de instrumentos musicais de corda friccionada, do violino ao contrabaixo. O ateliê tem um amplo espetro de trabalho: na família do violino há quatro instrumentos — violino, viola, violoncelo e contrabaixo —, juntamente com os diferentes arcos. Todos eles precisam de manutenção e essa é uma grande parte do trabalho do Torres & Dase. Outra parte do trabalho é a venda, quer de instrumentos novos, como violinos e violas de arco construídos no ateliê, quer de instrumentos antigos que aqui são restaurados. A empresa é formada por dois sócios, Catarina Torres e Kai Dase. Catarina Torres estudou contrabaixo e fez o curso de Conservação e Restauro na Escola Superior de Conservação e Restauro, Instituto de José de Figueiredo, em Lisboa. Percebe imediatamente que quer restaurar instrumentos musicais e, por não haver essa vertente na escola, faz os seus seminários no departamento de mobiliário, sempre sobre instrumentos musicais, dado que o Instituto tinha protocolos com todos os museus, um deles, o Museu Nacional da Música, com uma enorme coleção de instrumentos.

Na família do violino há quatro instrumentos (violino, viola, violoncelo e contrabaixo), juntamente com os diferentes arcos.

Quando terminou o curso obteve um bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e foi para a Holanda, para o Gemeente Museum Den Haag, onde trabalhou na preparação de instrumentos para exposição. No regresso a Portugal, faz um estágio de um ano e meio no Museu Nacional da Música através do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional. Começa por trabalhar em casa, tornando-se conhecida entre os seus colegas músicos, até que é convidada por Pedro Martins, um colega da área do restauro, a partilhar o espaço do ateliê. É nessa altura que inicia o trabalho de restauro de contrabaixos, área da sua especialidade.

Alguns dos instrumentos mais relevantes que passaram pelo ateliê pertencem às orquestras, como instrumentos da Orquestra Gulbenkian.

Já com os seus clientes, conhece Thibaut Dumas, um luthier de violinos, violoncelos e violas, e propõe-lhe partilhar um espaço no Bairro Alto, na Travessa dos Inglesinhos. Essa parceria mantém-se ao longo de cerca de cinco anos até conhecer o atual sócio, Kai Dase, e decidir mudar o ateliê para Belém. Kai Dase nasceu na Alemanha, de onde sai em 1994 para se tornar luthier. Nesse ano vai para Inglaterra, para Newark, em Trent, e ingressa na Newark and Sherwood School of Violin Making. Aí, começa por fazer um curso de construção de guitarras e construção de instrumentos barrocos. Uma vez terminado o curso, encontra trabalho em Nottingham, numa oficina de restauro de violinos, onde trabalha de 1996 até 2010, até chegar a chefe de oficina. Em casa, continua a construir guitarras e começa também a construir violinos. Entretanto, abre a sua própria oficina, também em Nottingham, onde trabalha durante três anos até decidir vir para Portugal. Alguns dos instrumentos mais relevantes que passaram pelo ateliê pertencem às orquestras, como instrumentos da Orquestra Gulbenkian. Ter o ateliê em Belém é muito vantajoso para os músicos que o visitam porque é fácil encontrar estacionamento.