Maria Ana Vasco Costa

A cerâmica trouxe-me um estilo de
vida que desconhecia.

Responsável:
Maria Ana Vasco Costa

Site:
www.mariaanavascocosta.com

Instagram:
@mariaanavcc

E-mail:
mariaanavc@gmail.com

Áreas de Trabalho

Azulejaria / Cerâmica / Painéis de azulejo / Pintura de azulejo

Maquinaria

Mufla

Área

25 m2

Aberta desde

2014
Maria Ana Vasco Costa – Fotografias: Alípio Padilha

Apesar da tradição que existe em Portugal da olaria e da cerâmica utilitárias, o acervo de conhecimentos que trazia da Arquitetura levou-a para outros caminhos.

Maria Ana Vasco Costa é licenciada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa desde 2004. Exerce em Londres durante quatro anos e regressa a Lisboa em 2008, desanimada com a profissão. Decide então fazer uma pesquisa sobre o que gostaria de fazer. O fascínio pelo trabalho com os materiais leva-a em primeiro lugar para as Artes Plásticas. Vai para o Ar.Co – Centro de Comunicação Visual fazer um workshop de Desenho e, ao mesmo tempo, por acaso, inscreve-se também num workshop de vidrados. Em Arquitetura tinha desenvolvido muitas fachadas e desenhos de padrão. A cerâmica e os vidrados eram coisas que a seduziam, embora não conhecesse nada sobre o processo desse ofício. Inicia então o curso de Cerâmica de autor no Ar.Co. – Centro de Comunicação Visual.

O mundo do ceramista é um mundo muito diferente, vinda de Londres, de uma vida muito caótica, rende-se ao Departamento de Cerâmica do Ar.Co, na altura a funcionar em Almada. A cerâmica traz-lhe um estilo de vida que desconhecia até então.

As fachadas são muito marcantes pois fazem parte da cidade visível, por isso, o desenho das fachadas torna-se um dos principais desafios do seu trabalho.

As cores de Lisboa — os verdes, os mel, os castanhos, o manganês — sempre a intrigaram e, com elas, quando chegou à cerâmica, influenciada pelo movimento artístico londrino, começou a desenvolver peças tridimensionais que eram aplicadas na parede. Apesar da tradição que existe em Portugal da olaria e da cerâmica utilitárias, o acervo de conhecimentos que trazia da Arquitetura levou-a para outros caminhos. No primeiro ano desenvolve muitos projetos relacionados com azulejos e, no último ano, surge um cliente que quer avançar com um deles: concretizando pela primeira vez as suas ideias sobre Azulejaria. O trabalho que apresenta no exercício final na escola é o seu primeiro painel de azulejos. Termina em 2014 o Curso Projeto Individual em Artes Plásticas, também no Ar.Co, e fica corresponsável pelo Departamento de Cerâmica.

Entre os seus trabalhos mais relevantes encontram-se o trabalho que mostrou antes de ser finalista do Ar.Co, um conjunto de plintos e de caixas em cerâmica vidrados; a primeira parede que fez com azulejos em losango, um painel no restaurante Loco do arquiteto João Paulo Aguiar e a primeira fachada que fez com azulejos em losango, na Travessa das Almas. Para Maria Ana, as fachadas são muito marcantes pois fazem parte da cidade visível, do quotidiano das pessoas. Por isso, o desenho das fachadas torna-se um dos principais desafios do seu trabalho.

Estabelece ateliê perto do local onde nasceu e, para Maria Ana Costa, a ligação dos ofícios à cidade é fundamental pois refletem a multiplicidade de opções profissionais.

Recebeu dois prémios do Surface Design Awards, da Surface Design Show: em 2016 com o painel da parede do restaurante Loco e em 2017 com um projeto que fez na Ericeira, também do arquiteto João Paulo Aguiar, uma parede de uma moradia familiar na Ericeira com 30 m2. Foi selecionada para o prémio Mostyn 19 Open em 2015. Tem participado em exposições coletivas como Ar.Co Bolseiros e Finalistas (2014), Museu da Cidade, Lisboa (2015), Mostyn 19 open 2015 Mostyn Museum, Llandudno, Pais de Gales (2015), exposição HZ no Espaço AaZ em Lisboa (2014), ABECEDÁRIO 40 Anos do Arco in Museu do Chiado, Lisboa (2013).

Entre os seus clientes encontram-se arquitetos, designers, proprietários de prédios, algumas empresas. Estabelece o seu ateliê perto do local onde nasceu e, para Maria Ana Costa, a ligação dos ofícios à cidade é fundamental pois estes refletem a multiplicidade de opções profissionais. Na altura em que começa a tirar o curso tem quatro colegas e hoje há uma média de trinta alunos por ano. Mas não é só o Ar.Co que está a crescer: tudo à volta da escola também está a transformar-se e há muitos novos ateliês a abrir nessa zona da cidade.