Mural da História

Somos o único ateliê em Portugal a trabalhar
exclusivamente em pintura mural.

Responsáveis:
Maria Alice Sousa Cotovio, José Artur dos Santos Pestana

Morada:
Rua Pedro Ivo, Nº 4A
1700-314 Lisboa

Telefone:
+351 21 347 00 32

Site:
www.muraldahistoria.com.pt

Facebook:
@crmuraldahistoria

E-mail:
mail@muraldahistoria.com.pt

Áreas de Trabalho

Conservação e restauro de pintura mural / Consultoria em gestão do património / Formação

Área

60 m2

Aberta desde

1991
Mural da História – Fotografias: Mariella Gentile e in situ cedida por Mural da História

O fascínio pela pintura leva-o à Conservação e Restauro de pintura mural.

José Artur Pestana sonhava ser arquiteto, mas o seu fascínio pela pintura leva-o à Conservação e Restauro de pintura mural. Hoje, integra o único ateliê em Portugal a trabalhar exclusivamente em pintura mural. Frequenta o primeiro curso de Conservação e Restauro, que existiu em Portugal, promovido pelo Instituto José de Figueiredo. Na altura os técnicos desse instituto, oriundos de diversas formações autodidatas, estavam a atingir a idade da reforma. O curso nasce em 1981. José Artur Pestana começa a trabalhar no Instituto José de Figueiredo, em 1985 e em 1990 despede-se da função pública para criar, em 1991, com dois sócios, O Mural da História.

Ele e os seus sócios instalam-se nos anos 90 no Chiado, num edifício que pertence ao Hospital da Ordem Terceira, no número 5 da Rua Serpa Pinto. Depois passam a ocupar as traseiras desse mesmo prédio, na Rua Duques de Bragança, um edifício pertencente à Fundação Dom Manuel II. Neste momento, devido à enorme pressão urbanística no Chiado, tiveram de sair: o edifício onde estavam instalados vai ser convertido num Hotel e em apartamentos de luxo. Acabam por montar o seu ateliê em Alvalade, perto do Teatro Maria Matos.

Uma certa memória da cidade está a desaparecer, pois a crise veio impedir que muitas destas pinturas sejam devidamente conservadas.

Entre os trabalhos mais relevantes de restauro executados no ateliê destacam-se: o planisfério do edifício do Diário de Notícias, o batistério da igreja de Fátima, as incisões das fachadas da Faculdade de Letras e da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, obras de Almada Negreiros; as casas pintadas do século XVI da Fundação Eugénio de Almeida em Évora; as pinturas murais da sacristia do Mosteiro da Batalha (século XV); as pinturas rupestres na Serra de São Mamede; as ruínas romanas de Tróia; o destaque de frescos de Luís Dourdil no antigo laboratório Sanitas; o destaque de teto de José Malhoa; e trabalhos de restauro para a Fundação da Casa de Bragança no Paço do Cal de Vila Viçosa. Os seus principais clientes são o Estado, a Igreja, sobretudo pequenas paróquias, alguns órgãos ligados ao poder local e a privados, desde fundações a empresas e particulares.

José Artur Pestana queixa-se de que uma certa memória da cidade está a desaparecer, pois a crise veio impedir que muitas destas pinturas sejam devidamente conservadas. Estar ou não perto do centro da cidade depende mais do local de habitação: a sua ideia é que quem vive em Lisboa, quer trabalhar em Lisboa.