Nuno Santos

No meu tempo havia uma tabela: eram
vários os passos até chegar a joalheiro.

Nome da oficina:
Oliveira Lopes e Almeida, Lda.

Responsável:
Nuno Santos

Morada:
Rua da Prata, Nº 198 – 3º Esq.
1100-422 Lisboa

Telefone:
+351 21 887 78 08

E-mail:
olajolheiros2016@gmail.com

Áreas de Trabalho

Cinzelagem / Gravação de peças de joalharia / Joalharia / Ourivesaria / Ouro / Prata / Restauro / Restauro de peças de joalharia

Maquinaria

Laminadora manual e elétrica / Banco de puxar fio / Motor de suspensão / Ultra-som / Máquina de polir / Forno / Máquina de banhos / Máquina de vácuo / Máquina de ceras

Área

80 m2

Aberta desde

1971
Nuno Santos – Fotografias: Mariella Gentile

Quando o antigo proprietário, Manuel de Oliveira e Lopes decide reformar-se, convida Nuno Santos para dar continuidade ao negócio.

Nuno Santos aprende a trabalhar nas oficinas por onde passou. Aos quinze anos vai trabalhar para uma oficina de jóias em Paço de Arcos onde fica a colaborar durante oito anos. Nesse tempo, havia uma tabela: passava-se por aprendiz de primeiro ano, aprendiz de segunda, polidor, cravador, fundidor, joalheiro, etc. Na CRIARTE, Nuno Santos trabalha em todas aquelas áreas. Na altura fazia quarenta cilindros por dia, ou seja, mil e seiscentas peças. Trabalha durante quinze anos com um joalheiro de São Paulo, referenciado como um dos melhores joalheiros da cidade, e posteriormente na Ourivesaria Diadema, na Matos e Matos Joalheiros, na Raul Ferreira e Mário, entre outras. Paralelamente, tem ateliê em casa durante catorze anos, tornando-se depois sócio da Oliveira Lopes e Almeida, oficina instalada num prédio Pombalino na Rua da Prata, que se encontra a gerir há um ano. Conhecia o dono há muitos anos, que o deixou em várias ocasiões usar as máquinas. Quando o antigo proprietário, Manuel de Oliveira e Lopes, na altura com 87 anos, decide reformar-se, convida Nuno Santos para dar continuidade ao negócio. Agora está a trabalhar sozinho, mas na Oliveira Lopes e Almeida já trabalharam quarenta e cinco pessoas nos anos 1970, numa altura em que havia um movimento fora do normal, de acordo com os relatos dos antigos proprietários.

Para Nuno Santos, o ofício está em risco de desaparecer: os jovens preferem as novas tecnologias e este é um trabalho ao milímetro, que exige muita experiência e dedicação. Neste ramo tudo é feito à mão, os objetos são criados de raiz e cada um é diferente, não é possível, nem faz sentido, construir-se uma linha de montagem.

Os seus clientes conhecem a casa há muitos anos e estão sobretudo no centro: no centro da cidade há muito mais gente, mais movimento, mais dinâmicas.

Tem feito milhares de peças à mão, desde gargantilhas, escravas, pulseiras, etc. Recorda como trabalhos relevantes uma gargantilha em ouro com uma safira; um anel Lady Di, com garras e brilhantes à volta com uma safira ou um diamante no meio e uma armação de óculos em ouro. Os seus clientes são maioritariamente as joalharias da Baixa como a Joalharia do Carmo, a Joalharia da Moda e O Dobrão. Tem também outras joalharias e clientes particulares.

Os seus clientes conhecem a casa há muitos anos e estão sobretudo no centro: no centro da cidade há muito mais gente, mais movimento, mais dinâmicas. Noutros sítios não aparecem clientes com a mesma regularidade. Sair do centro é deixar morrer o ofício. Na Oliveira Lopes e Almeida resolvem-se problemas com as peças no espaço de uma hora.