Teresa Milheiro

Há um grande desconhecimento por parte do
público em relação à Joalharia contemporânea.

Nome da oficina:
Teresa Milheiro Joias e Objetos

Responsável:
Teresa Milheiro

Morada:
Largo Luís de Camões, 22 – 4ª D
1200-243 Lisboa

Telefone:
+351 93 411 32 25

Site:
www.teresamilheiro.com

E-mail:
teresamilheiroarticula@gmail.com

Áreas de Trabalho

Joalharia

Maquinaria

Laminadora / Banco de puxar fio / Máquina de polir / Motor de bicha

Área

15 m2

Aberta desde

1984
Teresa Milheiro – Fotografia: Mariella Gentile

Atualmente dá aulas no Ar.Co – Centro de Comunicação Visual e produz as suas peças desde há 30 anos.

Em 1984, tem o primeiro contacto com a disciplina das Artes do Fogo, na Escola Secundária António Arroio, de Lisboa. Depois disso, ainda passa pelo curso de Design de Interiores, mas logo percebe que quer trabalhar com metais e, portanto, daí segue para o curso de Joalharia do Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, de Lisboa. Quando acaba o curso, vive dois anos em Berlim onde trabalha em Joalharia e, no regresso a Portugal, torna-se uma das sócias fundadoras da Galeria Zé dos Bois, uma Associação Cultural sem fins lucrativos criada por iniciativa civil em 1994, com um espaço no Bairro Alto. Trabalha durante dez anos para a Archeofactu a fazer coleções de Joalharia para instituições e museus, mantendo paralelamente o seu trabalho artístico. Abre a Galeria Articula com essa mesma empresa que ainda mantém, mesmo depois de sair, durante cinco anos. Atualmente dá aulas no Ar.Co e produz as suas peças desde há trinta anos.

Entende a Joalharia como uma forma de comunicar aquilo que vê e defende que deveria haver espaço para ser criada uma coleção de Joalharia Contemporânea, como uma forma possível de valorizar o trabalho dos artistas.

Recorda, entre os seus trabalhos mais relevantes, a criação de um conjunto de treze marionetas baseadas nos autos das barcas de Gil Vicente em prata, através do apoio de uma Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e a peça Be botox be fucking beautiful, em Prata oxidada, seringa de vidro reutilizada e madeira, dedicada às pessoas que vivem obcecadas com a sua imagem e envelhecimento. Representa Portugal nas Bienais de Jovens Criadores de 1993 e de 1994 e participa em duas edições da Experimenta Design. Os seus clientes são particulares, especialmente colecionadores.

Com uma loja-ateliê no Largo Luís do Camões em Lisboa, Teresa Milheiro defende a importância de estar no centro da cidade porque entende ainda ser onde tudo acontece.

Teresa Milheiro utiliza os materiais como uma forma de expressar o que sente e quer transmitir e não pelo seu maior ou menor valor. Verifica que cada vez há mais pessoas a quererem aprender ofícios, como contraponto ao trabalho maquinal. Entende a Joalharia como uma forma de comunicar aquilo que vê e defende que deveria haver espaço para ser criada uma coleção de Joalharia contemporânea, como uma forma possível de valorizar o trabalho dos artistas.